Entre Fronteiras

Na série Entre Fronteiras, o documentarista Luís Nachbin busca histórias inéditas e inspiradoras, por dezenas de fronteiras do Brasil e da África. Nachbin viaja sozinho – ele mesmo opera câmera e faz a captação de áudio ao entrevistar os personagens. O resultado é uma abordagem mais intimista, em interações que se desenvolvem com muita espontaneidade. Por ser um viajante solitário, Nachbin é acolhido de forma diferente pelos seus anfitriões, que revelam seus cotidianos, seus sonhos, suas angústias com naturalidade, enquanto o espectador conhece a cultura local.

Classificação: 10 anos.

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Veja abaixo a lista completa com a sinopse dos nossos 60 episódios:

1) Carline

Depois do terremoto que destruiu a capital Porto Príncipe, no começo de 2010, centenas de haitianos cruzaram diversas fronteiras até se instalar no Brasil. Tabatinga, no Amazonas, fronteira com Colômbia e Peru, é a porta de entrada. Lá eles vivem em duas igrejas e em casas emprestadas. A igreja menor se torna também o lar temporário do documentarista Luís Nachbin. Em poucos dias de convivência, ele se identifica com um pequeno grupo de refugiados e desenvolve com a líder deles, Carline, uma relação de afeto que supera a dinâmica tradicional entre jornalista e personagem.

2) O herói da fronteira

Na capital do estado de Rondônia, perto da fronteira com a Bolívia, Luís Nachbin retrata uma incrível história de amor ao cinema. Com poucos recursos e nenhum dinheiro no bolso, Jair Rangel, mais conhecido como Pistolino, faz cinema mudo, em preto e branco, inspirado no modelo do gênio Charles Chaplin. Jair dirige e atua, assim como Chaplin. É sempre o protagonista dos seus nove filmes, até agora. Este episódio é uma aula de cinema, que culmina com um curta filmado especialmente para a série Entre Fronteiras.

3) O homem e a baleia

Um homem que vive de presentes do mar. Hamilton Coelho é um artista plástico considerado “o primeiro habitante do Brasil” – sua casa fica a alguns metros da fronteira com o Uruguai. O trabalho dele é transformar restos mortais em obras de arte. As baleias são a principal fonte de matéria-prima. Luís Nachbin vai até o Chuí para acompanhar um pouco da rotina desse recriador de baleias. Juntos, na praia, eles encontram dois enormes crânios, que mais parecem ossos pré-históricos.

4) O Dia da Prostituta

Em Corumbá, fronteira do Brasil com a Bolívia, o dia da prostituta é celebrado com festa e desfile de moda, organizados pela DASSC – Dignidade, Ação, Saúde, Sexualidade e Cidadania –, uma associação fundada por prostitutas, em busca de respeito e qualidade de vida. Ivanete Pinho, presidente da DASSC, reconta de forma doce um passado amargo, enquanto costura um futuro mais justo para centenas de mulheres.

5) O guardião da ilha 

No sul do Brasil, fronteira com Uruguai e Argentina, está a ilha de nacionalidade duvidosa e nome sugestivo: Ilha Brasileira. O cenário verde, cercado de rios, é o pano de fundo para uma história de dedicação. Seu Zeca, com 91 anos, segue por mais de cinco décadas cuidando e ajudando a preservar a ilha. Para muitos, ele é a fronteira em carne e osso. A rotina desse humilde herói é desvendada por Luís Nachbin.

6) Circo Real

Em Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, o Circo Real Pantanal segue viagem em busca do próximo público. São poucos dias entre a desmontagem em uma cidade e a estreia na outra. Um ciclo que se repete na família Perez há seis gerações. A matriarca, Dona Sueli, coordena o orçamento, a logística e as relações familiares. Guiado por ela, Luís Nachbin documenta a rotina dos artistas e as apresentações em duas cidades da fronteira.

7) Partejar

No Oiapoque, fronteira com a Guiana Francesa, extremo norte do Brasil, Luís Nachbin acompanha uma parteira à espera do próximo trabalho. O Amapá é o estado brasileiro recordista em número de bebês nascidos pelas mãos de mulheres como Dona Helena, que trouxe ao mundo boa parte de seus descendentes e filhos de vizinhos. Agora é a vez do neto, que pode chegar a qualquer momento. Depois de duas semanas, o desfecho surpreendente acaba dando contornos emocionantes à espera de Nachbin e Dona Helena.

8) Monsieur Charlotte

O padeiro Raymond Charlotte é um dos principais líderes da luta da Guiana Francesa pela independência. Enquanto Monsieur Charlotte divulga suas ideias igualitárias, foguetes de última geração são lançados do maior centro espacial da União Europeia – sim, da União Europeia, porque a Guiana Francesa é a última fronteira do colonialismo na América do Sul. Durante uma semana, Luís Nachbin acompanha a obstinação deste ativista que vive da venda de pães.

9) Copa da Floresta

Em plena Amazônia, no município de Sena Madureira, acontece o maior torneio de futebol do estado do Acre: a Copa da Floresta. São 76 times e mais de mil jogadores – quase todos vindos de comunidades ribeirinhas da floresta. Luís Nachbin vai até a pacata comunidade conhecida como“Saudade, na beira do rio Purus, para conhecer o dia a dia do atual bicampeão da Copa. Lá, ele experimenta uma rotina tipicamente amazônica, guiado por Dona Nila, matriarca de quase todo o time do Saudade.

10) O mestre e a maloca

São Gabriel da Cachoeira, no extremo norte do Brasil, fronteira com Colômbia e Venezuela, é a cidade mais indígena do país. Entre os quatro idiomas oficiais, está o baniwa, que é a língua corrente na única maloca da região: a maloca do Mestre Luís. Em uma longa conversa com Luís Nachbin, ele dá um panorama da mistura étnica e cultural da cidade. Como pano de fundo, acontece o Festribal – um grande evento de música e dança que reúne boa parte das tribos que habitam a região.

11) Km 899

No isolamento da estrada, perto da fronteira com a Bolívia, mora um senhor cubano há seis anos, em uma cabana de plástico. A única ocupação são as revistas e o rádio, ligado invariavelmente no noticiário político. Sozinho, isolado, vivendo de alimentos doados por quem passa por ali, Don Antonio profere suas opiniões extremistas, que oscilam entre lucidez e devaneios. Para além do discurso político, Nachbin decide desvendar as relações afetivas que esse homem deixou em segundo plano. O rastro dessa história leva o documentarista e sua câmera até Miami, ao encontro do irmão de Don Antonio. Mas, como já são décadas de distância, sem qualquer notícia, o irmão tem muitas dúvidas. Diz que só terá certeza se o documentarista “revelar a tatuagem no braço de Antonio.”

12) A terra dos gêmeos

A cidadezinha brasileira de Cândido Godói, perto da fronteira com a Argentina, é conhecida por uma taxa extraordinária de nascimento de gêmeos. Luís Nachbin investiga as diversas hipóteses que tentam explicar o fenômeno – entre elas, a de que o médico nazista Joseph Mengele, o “Anjo da Morte” na Segunda Guerra Mundial, teria feito de Cândido Godói um laboratório de experiências genéticas.

13) Miss Penitenciária

Em Porto Velho, capital do estado de Rondônia, Luís Nachbin convive com a rotina de um presídio feminino que é lar de mais de cem mulheres. As celas são pequenas, não há camas suficientes, e as histórias de vida competem em densidade e dramaticidade. Mas, nesses dias, o que conta é postura, beleza, desenvoltura na passarela. Nachbin acompanha a transformação das detentas em candidatas ao título de Miss Penitenciária. Por trás da maquiagem e dos vestidos de gala, ele escolhe a sua preferida muito antes do resultado final: Iza Cristina.

14) Kantuta

Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, foi a principal porta de entrada para quase meio milhão de bolivianos que vivem em São Paulo. Wilbert Rivas, que já esteve envolvido com o submundo das drogas em La Paz, também percorreu esse caminho. Hoje, ele é um dos líderes da comunidade boliviana e nos apresenta o dia a dia de seus compatriotas na maior metrópole brasileira, além de reviver suas memórias em uma conversa franca com Luís Nachbin.

15) Dr. Raiz

Na maior floresta do mundo, está a matéria-prima para o raizeiro mais conhecido do Brasil. Filho de seringueiros, Doutor Raiz se orgulha em dizer que é “mateiro profissional.” Ao lado de Luís Nachbin, ele se embrenha pela Amazônia atrás dos ingredientes de suas famosas garrafadas, capazes de curar qualquer problema. As garrafadas do Doutor Raiz circulam por lojas nas fronteiras do Brasil com a Bolívia e com o Peru, e são levadas por viajantes para muitos centros urbanos também.

16) Os expedicionários da saúde

Na Amazônia brasileira, à margem do rio Negro e perto da Colômbia, um grupo de forasteiros monta um centro cirúrgico de última geração. É a 17ª viagem de uma ONG que já tem no portfólio o Haiti pós-terremoto. Em sete dias no isolamento da Amazônia, atendem mais de mil índios e realizam mais de cem operações. Acampado com a equipe de médicos, Luís Nachbin busca as motivações do criador do projeto, Ricardo Affonso Ferreira, e de uma cirurgia polêmica que revela a delicadeza do encontro cultural.

17) Jorge, o grande

Como menino de rua no centro do Rio, onde passou toda a infância, Jorge se apaixonou pela notícia. Ele vendia jornais nos sinais de trânsito. Aprendeu a ler por curiosidade do ofício, e jamais poderia imaginar que sua própria vida viraria um documentário. Do Rio para os Estados Unidos, com passagem pelo Qatar e Ilhas do Caribe, o andarilho Jorge atravessou muitas fronteiras até se fixar em uma delas. Nos limites entre Brasil, Guiana e Venezuela, ele escreve, edita e vende, a pé, o único jornal bilíngue da região: o Jornal da Fronteira.

18) A dinastia

No extremo sul do Brasil, uma dinastia acaba de completar um século de existência: a dos faroleiros. O último deles, Sanger Nelson de Lima, está prestes a se aposentar. Aos pés dos faróis que marcaram a sua vida, ele se reúne com os irmãos e revive uma rotina de décadas de isolamento – a típica rotina de um faroleiro. O emocionante encontro familiar é registrado pela câmera do documentarista Luís Nachbin.

19) A família Jackson

Na cidade de Lethem, ex-Guiana inglesa e fronteira com o Brasil, Luís Nachbin acompanha a rotina dos Jackson locais. São três irmãos que cantam e dançam. Wanderson, o mais velho, é o líder do grupo de hip-hop conhecido como Top Style – e um grande sonhador com o mundo dos palcos. O pai, Mister Billey, é o encarregado de trazer a dose de realismo que vai dar a base para os voos do filho. No lado brasileiro da fronteira, onde estuda, Wanderson aguarda o resultado de um concurso que pode ser o início da viagem para o estrelato.

20) Sobre cartas e motos

O carteiro Adriano “Pinico” tinha medo de moto. Convencido pela então namorada Simone, que não suportava mais a rotina de andar de ônibus, ele se arriscou a comprar a primeira moto, se encantou e criou o grupo de motociclistas Nômades sem Fronteiras.  Em seguida, foi promovido a carteiro motorizado. Agora, Adriano e Simone vão tentar unir um recém casal de namorados, separado pela fronteira entre Brasil e Uruguai e pela perda do celular da namorada. Para isso, o carteiro Adriano vai precisar entregar uma carta da amiga, Danielle, em uma distante cidade uruguaia e somente com a informação do primeiro nome do destinatário: Aldo.

21) A revolução de Ghada

No Egito, não se casar antes dos 30 representa um grande fracasso para a mulher. O tema ganhou uma repercussão inédita quando Ghada Adbel Aal, solteira e com mais de 30 anos, criou o blog Eu Quero Me Casar. Enquanto o sucesso da web virava livro e série de TV, as redes sociais já ajudavam a derrubar o ditador egípcio Hosni Mubarak. Luís Nachbin acompanha o dia a dia de Ghada em tempos bastante conturbados, não só na Praça Tahrir, mas em todo o país.

22) O mestre dos caixões

Em Acra, capital de Gana, o carpinteiro Eric Adjetey Anang ganha a vida com uma invenção do avô: o caixão-fantasia. Personalizado de acordo com a biografia do futuro ocupante, o caixão pode ter forma de peixe, de bíblia, de um tomate, ou até de uma garrafa de vodca. O documentarista Luís Nachbin acompanha Eric na preparação de um caixão em forma de cacau e, posteriormente, na cerimônia do enterro do fazendeiro de cacau.

23) Feliciano e os Massukos

Feliciano é vocalista de uma banda que faz muito sucesso em Moçambique, os Massukos. Os ritmos são sempre dançantes e os temas bem pertinentes: como cuidar da saúde e do meio ambiente. Feliciano dos Santos, ainda criança, contraiu poliomielite por conta da água contaminada e, desde então, caminha com dificuldade. Nada que atrapalhe o altíssimo astral do protagonista dessa história e também ativista social. Nascido e criado em Lichinga, uma região pobre no norte do país, o bem sucedido músico Feliciano faz questão de permanecer por lá.

24) O nascimento de uma nação

Luís Nachbin vai até a fronteira mais recente do mundo, o Sudão do Sul, para encontrar os médicos que acabam de voltar de Cuba. Na década de 1980, o líder revolucionário John Garang enviou 600 crianças sul-sudanesas para estudarem em Cuba. Os médicos formados agora ajudam na construção do novo país, ao lado de imigrantes que chegam de várias partes da África.

25) A vila das mulheres

Por alguns dias, o documentarista Luís Nachbin é o único homem a viver o cotidiano e a ouvir as surpreendentes histórias de Umoja – uma aldeia só para mulheres no norte do Quênia, fundada pela feminista Rebecca Lolosoli. Rebecca e todas as outras saíram de casa para escapar da violência doméstica. As memórias são duras, mas o dia a dia de Umoja tem uma energia contagiante. As mulheres cantam enquanto se ocupam do artesanato diário, à espera da chegada de turistas eventuais.

26) Seu Chimombo

Em Blantyre, interior do Malaui, Luís Nachbin conhece o engenheiro hidráulico autodidata Helmes Chimombo. Tímido e aparentemente ingênuo, ele criou um sistema de encanamentos simples e barato que leva água potável a milhares de famílias. Nachbin acompanha Chimombo e sua simpática equipe durante mais uma obra que beneficiará, aproximadamente, mil pessoas.

27) Terra da liberdade

Dez anos após o fim da guerra civil que destruiu a Libéria, o documentarista Luís Nachbin viaja até Monróvia, a capital do país, para conhecer duas mulheres com passados semelhantes e presentes muito distintos. Florence e Black Diamond estiveram na frente de batalha, foram escravizadas e violentadas por guerrilheiros. Hoje, lutam para reconstruir a nação e a si próprias. Florence montou uma ONG para cuidar dos direitos e da saúde das prostitutas; Black Diamond construiu uma casa noturna.

28) A fronteira segundo José

Melilla é uma cidade espanhola ao norte do Marrocos – um lugar que atrai milhares de africanos que sonham com a vida na Europa. A realidade, porém, é bastante dura. Melilla está toda cercada por grades. Entrar lá é difícil e sair pode se tornar quase impossível, transformando o pequeno reduto espanhol em uma espécie de prisão para aqueles que entram ilegalmente. Luís Nachbin acompanha o trabalho do carismático José Palazón, um ativista social que luta pelos direitos dos imigrantes na cidade e convive com dois imigrantes clandestinos.

29) Um café em Nairóbi

Vava é uma queniana, moradora de Nairóbi, a capital do país, que decide romper uma fronteira bem tradicional e criar uma marca de café: o Vava Coffee. Ela não apenas se insere em um mercado dominado pelos homens, como também usa o café como instrumento de transformação social. Luís Nachbin vai ao Quênia para conhecer o pioneirismo das ideias e ações de Vava.

30) A vida em Orania

Orania é uma comunidade auto-suficiente na África do Sul. A cidade, porém, recebe críticas pesadas – como a de acolher apenas o grupo étnico-cultural, de pele branca, conhecido como africâner. Os moradores se defendem: “Não somos racistas, apenas não temos a obrigação de nos integrar.” Luís Nachbin acompanha o cotidiano do alemão Sebastiaan, que virou africâner e defende Orania como um reduto de paz e prosperidade.

31) Quase Amanhecer na Líbia

As memórias do fotógrafo brasileiro André Liohn levam Luís Nachbin a Misurata, na Líbia – a cidade mais destruída pela guerra civil que derrubou o ditador Muammar Gaddafi. Vencedor do Robert Capa Gold Medal, um dos prêmios mais importantes do fotojornalismo mundial, André volta à cidade para montar a exposição Quase Amanhecer na Líbia, um projeto que busca colaborar para a reconciliação do país. André e seus amigos líbios relembram momentos da guerra e falam das perspectivas do país.

32) O todo poderoso

Na República Democrática do Congo, dilemas de toda a África ganham um novo ponto de vista na figura de Moise Katumbi Chapwe – um multimilionário que começou do zero e acumula, triplamente bem-sucedido, os papéis de empresário, político e dirigente de futebol. Ele é o dono de um popular time de futebol da cidade de Lubumbashi. A festa de inauguração do novo estádio era o que faltava para apagar qualquer fronteira entre as diferentes facetas de Moise – que se abre com Nachbin.

 33) Tazara

Uma viagem pode ser carregada de lembranças marcantes ou planos para o futuro. As duas possibilidades se materializam diante da câmera de Luís Nachbin, ao longo dos 1.800 km da Tazara – a ferrovia decisiva, lenta e apaixonante que liga Zâmbia e Tanzânia. A partir das figuras de Seu Mulenga – um antigo funcionário da ferrovia – e de Francis – um comerciante que compra mercadorias na Tanzânia para revendê-las na Zâmbia –, o jornalista constrói uma reflexão leve e emocionante sobre o ato de viajar.

34) A ilha de Lampedusa

A pequena ilha italiana de Lampedusa, no Mediterrâneo, é o lugar que mais tem recebido refugiados da Primavera Árabe. Contar essa história não é nada fácil: pelo bem do turismo, o balneário paradisíaco tenta esconder a crise humanitária do resto do mundo. Mas Luís Nachbin se alia a um grupo de pesquisadores e ativistas que, para vencer a xenofobia, luta diariamente contra a desinformação.

35) A orquestra

Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo, é o lar da Orquestra Sinfônica Kimbanguista – a única do mundo composta exclusivamente por negros. A cidade de Brazzaville, capital da República do Congo, do outro lado do rio e da fronteira, é o palco da próxima apresentação. Luís Nachbin acompanha a orquestra nessa travessia marcada pelo intercâmbio cultural, pela fé e pelo amor à música. Todos os 120 membros da Orquestra trabalham voluntariamente.

36) A cerimônia das virgens

Uma vez por ano, no reino da Suazilândia, milhares de moças virgens peregrinam até o palácio real para exaltar a figura do rei. O país é a última monarquia absolutista na África, e Luís Nachbin teve dificuldades por lá. Detido três vezes pela polícia, Nachbin documenta a cerimônia e conversa com o jornalista Zweli Martin, um dos principais críticos do regime.

37) O ovo do jogo

Médico ou feiticeiro, bruxo ou curandeiro? Pode-se debater o melhor rótulo para o queniano Omar Seif, mas é fácil entender o que ele representa: a importância do aspecto mágico-religioso no futebol africano. Omar, por sua vez, não nega sua responsabilidade em momento algum: levar os Wailers, um time de várzea na fronteira do Quênia com a Tanzânia, a uma sucessão de vitórias. Sob o comando do “Doutor,” o time até agora ainda não perdeu.

38) O primeiro voo de Amer

Em um campo de refugiados na fronteira da Tunísia com a Líbia, Luís Nachbin conhece o sudanês Amer Ibrahim Ahmed, sobrevivente do genocídio de Darfur. A poucos dias do fechamento do campo, que pode deixar centenas de pessoas sem rumo, Amer é um dos convidados para começar uma nova vida nos Estados Unidos. O episódio é a crônica dessa longa viagem de Amer, que se comunica em árabe e apenas “arranha” algumas palavras em inglês.

39) Djibuti com Mouna

Luís Nachbin visita o Djibuti, na região conhecida como o Chifre da África, para conhecer Mouna Iltireh. Ela é uma das criadoras da revista Marwo – a primeira do país voltada para o público feminino. Ao mesclar moda e ativismo social, Marwo ajuda a definir novas tendências de beleza e pensamento entre as mulheres desse pequeno país muçulmano – um dos líderes no triste ranking da mutilação genital feminina. 

40) À beira do Nilo

O ecoartista Ruganzu Bruno, de Uganda, é conhecido por dar nova vida a materiais descartados e sucata. Em uma viagem ao Sudão para participar de uma conferência que reúne profissionais inovadores de diversas áreas, os passos de Ruganzu são acompanhados pela câmera de Luís Nachbin. Sob o teto de um hotel cinco estrelas, na capital Cartum, a história ganha contornos inesperados que confrontam o conhecimento e o poder. No meio do evento, que era transmitido ao vivo pela internet, a eletricidade é cortada por um funcionário do governo. É o fim surpreendente de um evento com mais de 800 pessoas e o início de uma profunda discussão sobre “ditadura x liberdade de expressão” no Sudão.

41) Noite e dia na Tunísia

Luís Nachbin acompanha dois universos quase antagônicos da vida tunisiana. De dia, os muçulmanos seguem a tradicional rotina dos cultos religiosos. Depois do pôr-do-sol, as mesquitas dão lugar ao ritmo alucinado das casas noturnas. Em cidades como a capital Túnis, o balneário de Sousse e a sagrada Kairouan, Nachbin vê de perto como essas diferenças convivem no país.

42) A luta senegalesa

Luís Nachbin viaja ao interior do Senegal para documentar um torneio de laamb, um tipo de luta na areia que é o esporte mais popular do país, desbancando o futebol. No vilarejo de Boyard, o documentarista segue a performance do lutador Mamadou Ndour e mostra como poderes mágicos e musicais atuam em todos os combates. Ao redor do ringue de areia, cerca de duas mil pessoas vibram na pequena arquibancada ou penduradas em árvores.

43) Saara ocupado

O Saara Ocidental, desde 1975 sob domínio do Marrocos, é a última colônia do continente africano. Luís Nachbin e uma amiga viajam disfarçados de turistas, como se fossem namorados, até a principal cidade, El Aaiún. Lá, ele e a suposta namorada – uma socióloga francesa – são seguidos o tempo inteiro por dois policiais à paisana. Está proibido filmar nas ruas. Todas as entrevistas com grupos pró-independência são gravadas em apartamentos. Sempre que os saarauis se manifestam fora de quatro paredes, sofrem com a violência das repressões. Imagens cedidas por ativistas locais revelam a dureza dessas repressões a céu aberto.

44) Do lado de cá do muro

De um lado, está o Saara ocupado. Do outro lado de um muro de quase três mil quilômetros de extensão, vivem 200 mil refugiados do Saara Ocidental em pleno deserto, no sul da Argélia. Eles fugiram da repressão e discriminação sofridas na parte ocupada. Em meio a campos minados, Luís Nachbin segue os passos de um deles: Mohamed Zrug. Mohamed passa sempre alguns meses do ano em Brasília. Ele é o representante do Saara Ocidental – ou, mais formalmente, da República Árabe Saaraui Democrática – e trabalha pelo reconhecimento de seu país no Brasil.

45) À moda congolesa

Nas ruas de Brazzaville, a capital da República do Congo, alguns grupos vestem roupa de gala à plena luz do dia, sob o sol de quase 40 graus e, literalmente, param o trânsito para se exibir. Eles são os chamados sapeurs. Para investigar as razões pessoais, políticas e religiosas dessa tribo urbana, Luís Nachbin acompanha a rotina de um grupo de sapeurs e vai mais longe: raspa a cabeça, veste roupa de gala e faz de conta que é um deles.

46) A poética culinária de Yasser

Luís Nachbin está na Etiópia para conhecer o cozinheiro Yasser Bagersh. Num país ainda marcado pela imagem da fome, Yasser conduz um projeto que oferece alimentação para crianças pobres e também se aventura pela sofisticada gastronomia etíope – em alta em vários países europeus. Entre receitas ricas em sabor e pimenta, Yasser promove ainda um concurso para descobrir quem é capaz de produzir a sobremesa mais saborosa na capital, Adis Abeba.

47) Bodabodas

Em Uganda, é impressionante a quantidade de bodabodas – os mototáxis de lá. As estimativas chegam a 800 mil bodabodas. Em meio ao trânsito caótico da capital Kampala, Luís Nachbin conta histórias daqueles que sobrevivem levando as pessoas de um lugar para o outro. Naume, a primeira mulher a se tornar bodaboda no país, é a protagonista deste episódio.

48) As estrelas de Kibera

Kibera é a maior favela da África e fica na capital do Quênia, Nairóbi. É lá que Luís Nachbin acompanha o time de futebol Kibera Black Stars, que disputa o campeonato da cidade e busca profissionalizar seus jogadores. Por enquanto, os boleiros sobrevivem como podem – e falam à câmera sobre seu dia a dia, seus sonhos e as dificuldades de se viver em Kibera.

49) As bonecas da Nigéria

Impressionado com a ausência de bonecas negras nas lojas de brinquedo africanas, o nigeriano Taofick Okoya resolveu agir: fez as chamadas Rainhas da África – três bonecas que são um sucesso de vendas. Luís Nachbin vai à fascinante cidade de Lagos para conhecer Taofick e as outras mentes – de crianças a adultos – que estão por trás da criação das bonecas.

50) O rei, o Sr. Cobra e eu

Luís Nachbin vai ao Lesoto documentar as tradicionais corridas de cavalo que celebram o aniversário do rei Letsie III. Mas fica mesmo interessado pela história do sr. Cobra, um cavaleiro que chega atrasado e acaba perdendo a prova. Honrado por se tornar amigo de um homem branco pela primeira vez na vida, o Sr. Cobra prepara um presente muito especial para o viajante – um carneiro inteiro, à moda da casa.

51) A rainha das rosas

Todo ano, a cidade marroquina de Kelaat-M’Gouna festeja o florescimento das rosas, importante matéria-prima para a economia da região. O documentarista Luís Nachbin vai ao Festival das Rosas e conhece nômades que vivem em cavernas no deserto, mercadores de vários tipos e, principalmente, a Rainha do Festival. Uma jovem bonita, cheia de sonhos e fascinada pela primeira entrevista a uma televisão estrangeira.

52) A Nigéria de Nollywood

Os Estados Unidos têm Hollywood, a Índia tem Bollywood, e a Nigéria tem… Nollywood. Luís Nachbin acompanha de perto a produção de dois filmes de ficção para entender um pouco do jeito de contar histórias e de como funciona a indústria do cinema nigeriano – que está entre as três maiores do mundo. Atores, diretores e produtores são as estrelas deste episódio da série Entre Fronteiras.

53) Um trem em nossas vidas

Conhecido como O Trem da Esperança, o Phelophepa leva atendimento de saúde itinerante a comunidades do interior da África do Sul. Num país onde há 12 idiomas oficiais, comunicar-se bem com os pacientes é um dos maiores desafios dos profissionais envolvidos. Ao retratar essa e outras histórias que se passam nos vagões do Phelophepa, Luís Nachbin mergulha nas suas próprias memórias de viajante que já percorreu milhares de quilômetros de trem.

54) O professor de ioga

O regime de segregação racial conhecido como apartheid é apresentado pelo olhar do professor de ioga negro Qamata Kenneth – o Kenny. Entre aulas de ioga para crianças no quintal de casa e caminhadas com os amigos por bairros ricos e pobres de Durban, na África do Sul, Kenny conta ao documentarista Luís Nachbin como lutou pela liberdade e se transformou no que considera ser hoje: um pacificador. Para celebrar a amizade com o brasileiro, ele prepara uma despedida tipicamente sul-africana – churrasco.

55) Marc e Ricardo

Luís Nachbin está na festa de Orgulho Gay mais antiga da África, em Joanesburgo, para conhecer a história de Marc e Ricardo. Casados há dois anos, eles moram na Namíbia – onde Ricardo foi eleito Mr. Gay – e aproveitam o fim de semana na África do Sul para se divertir com amigos no evento. Na volta ao lar, para surpresa de todos, o casal é obrigado a se separar porque Marc, de Botsuana, tem o visto de entrada negado. Aí se inicia uma ampla discussão sobre preconceitos em relação aos homossexuais no continente africano.

56) Sada e a Somalilândia

A Somália é vista pelo mundo como um Estado falido, marcado pela guerra e pela corrupção. O que pouco se sabe é que existe na Somália um território onde há paz e estabilidade: a Somalilândia. A arqueóloga Sada Mire conduz o documentarista Luís Nachbin por sítios de grande valor científico e narra sua história de vida, pontuada por tragédias e reviravoltas que refletem as da própria Somalilândia.

57) O pequeno mundo de Egide

Egide cresceu em um orfanato, sem nenhuma referência de onde estaria a sua família. Aos 20 anos, resolveu percorrer seu país, o Burundi, na busca pela própria origem. E assim, ao se encantar pelas belezas naturais da própria terra natal, ele encontrou uma profissão: guia turístico independente. Neste episódio, o viajante Luís Nachbin se encontra com Egide para reviver trechos dessa jornada e conhecer a cultura deste pequeno país.

58) O circo de Debre Berhan

Em geral, eles não se apresentam na arena circular. Preferem o contato direto com o público nas ruas e nos mercados a céu aberto.  Trabalham com materiais simples, reciclados e uma forte carga de improviso. São malabaristas, palhaços, acrobatas, equilibristas, contorcionistas e músicos – 30 pessoas ao todo, que tiram o sustento do dia a dia como artistas. Eles são o Circo Debre Berhan, que docemente acolhe o documentarista Luís Nachbin nesta viagem à Etiópia.

59) Victoria Falls

Localizadas na fronteira da Zâmbia com o Zimbábue, Victoria Falls são as maiores cataratas da África. E, como era de se esperar, há toda uma infraestrutura turística em meio às belezas naturais. Neste episódio, Luís Nachbin faz uma crônica sobre a barreira simbólica que existe entre quem está em Victoria Falls para se divertir e quem está ali para ganhar a vida.

60) Filhos de rochas

Luís Nachbin viaja pelo arquipélago de Cabo Verde, acompanhado da cantora Mayra Andrade, que está chegando de Paris, onde mora há mais de 10 anos. Entre ritmos locais e comidas típicas, conhecemos a terra natal da artista. Enquanto passa férias com a família, Mayra se encanta com as descobertas sobre suas raízes e se empolga com as diversas fontes de inspiração para sua música.

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